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Dormir com os pais: Sim, Não ou Nim?!

por Rosa ou Azul, em 21.07.13

Antes do Lourenço nascer, eu afirmava, peremptoriamente, que ele nunca dormiria na minha cama. Porque se habituaria, porque os bebés têm manhas desde pequenos, porque tinha medo de o magoar, porque não e pronto.

Acontece que, na primeiríssima noite do Lourenço em casa (em finais de Novembro e com um frio polar) tivemos tanta pena de deixar "o menino no bercinho, tão frio, coitadinho", que esquecemos os fundamentalismos pré-parto, e deitámo-lo connosco. Boa parte das primeiras noites foram passadas na nossa cama!

A essas primeiras noites, seguiram-se muitas outras. Ou porque era mais fácil para dar de mamar, ou por estava frio, ou simplesmente porque gostavamos de o ter ali. Observá-lo enquanto dormia o seu sono dos anjos.

Passou mais tarde para a cama de grades, e aos 7 meses passou para o seu quarto. Sem dramas, sem manhas, sem dificuldades.

 

Conheço casais que admitem, sem qualquer problema que o seu/sua filho/a ainda dorme na cama deles, mesmo sendo bebés de quase 2 anos.

Conheço outros que afirmam "nunca, jamais, nem pensar".

E depois conheço outros, onde me incluo, que o fazem amiúde... Nem sempre, nem nunca.

 

Há muitas teorias sobre o co-sleeping, umas completamente a favor, usando argumentos como por exemplo, o facto do bebé estar mais calmo junto à mãe, mantendo a tensão arterial mais baixa e uma respiração mais regular, o aumento da vinculação entre pai, mãe e bebé, etc.

Depois, outras teorias que alegam que os bebés que dormem na cama dos pais (com relativa frequência) se tornarão adultos mais inseguros e pouco confiantes.

 

Eu, não gostando de extremismos, continuo a levar o Lourenço para a minha cama de vez em quando, como fiz a noite passada.
Ele não pediu. Simplesmente o levei quando me fui deitar.

Observo-o a dormir, sinto-lhe a respiração e o cheiro. Imagino os seus sonhos. Segredo-lhe o quanto gosto dele, e peço aos meus anjos da guarda para olharem sempre por nós.

Depois, aninho-me junto a ele, e durmo, também eu descansada.

Sinto que o Mundo lá fora pode acabar, porque que a Paz que me invade naquele momento, será superior a tudo isso.

Aí penso: Coitados dos pais, que não gostam de levar os seus filhos às suas camas! Não sabem o que perdem!

 

E dormimos...felizes!

 

 

publicado às 21:20


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